Não existe uma tabela de preços, mas existe uma lógica. Descubra o que determina o custo por clique, que valores servem de referência e como definir um orçamento que faça sentido para o seu negócio.

"Quanto custa anunciar no Google?" É provavelmente a primeira pergunta de qualquer empresa que pensa em investir em publicidade online. E é compreensível: ninguém quer abrir a carteira sem saber o que o espera.
A resposta honesta é que não existe um preço fixo. O custo depende do setor, da concorrência, da qualidade dos anúncios e de decisões que estão nas suas mãos.
A boa notícia é que esse custo segue regras claras. Quando as percebe, deixa de ver o Google Ads como uma despesa imprevisível e passa a tratá-lo como um investimento que pode planear e controlar.
No Google Ads, é você quem define o orçamento. Escolhe quanto quer gastar, em média, por dia em cada campanha e pode alterar ou pausar esse valor a qualquer momento.
Nas campanhas de pesquisa, paga sobretudo por clique. Noutros formatos, como vídeo ou display, pode pagar por visualização ou por mil impressões. Se ainda está a conhecer a plataforma, o nosso guia Google Ads: o que é, como funciona e como anunciar explica a base do funcionamento.
A pergunta certa, por isso, não é "quanto custa", mas sim "quanto custa cada cliente que o Google Ads me traz".
Cada clique tem um preço diferente, definido num leilão que acontece em cada pesquisa. Perceber este mecanismo é o primeiro passo para pagar menos.
O CPC máximo é o valor mais alto que você aceita pagar por um clique. O CPC real é o valor que efetivamente paga, e costuma ser inferior.
Isto acontece porque paga apenas o necessário para manter a posição e ultrapassar o anunciante imediatamente abaixo de si no leilão do Google Ads.
A licitação não decide tudo. A Google avalia a qualidade dos seus anúncios através do Índice de Qualidade, numa escala de 1 a 10, com base em três componentes:
Na prática, anúncios mais relevantes conseguem melhores posições com custos mais baixos. A qualidade é, literalmente, uma forma de poupar dinheiro.
O mesmo termo pode ter preços diferentes consoante a localização, o dispositivo, a hora do dia e o número de concorrentes ativos nesse momento. Uma pesquisa feita em Lisboa às 10h de uma terça-feira pode custar mais do que a mesma pesquisa num domingo à noite.
A Google não publica uma tabela de preços, mas disponibiliza os dados do próprio leilão no Planeador de Palavras-chave. Para cada pesquisa, a ferramenta mostra o lance no topo da página em dois intervalos: um valor baixo, próximo dos anunciantes que pagam menos para aparecer no topo, e um valor elevado, próximo dos que pagam mais.
Consultámos o Planeador para pesquisas comuns em Portugal, com dados de setembro de 2025 a agosto de 2026. Estes são os intervalos de lance no topo da página, por clique:
O padrão é claro: serviços locais urgentes e de elevado valor por cliente, como canalizadores, dentistas ou mudanças, têm os cliques mais caros. Pesquisas de produtos e de consumo, como sapatilhas ou restaurantes, custam frequentemente menos de um euro.
Estes valores são estimativas da Google e variam ao longo do ano. Antes de definir o orçamento, faça a mesma pesquisa com as palavras-chave e a região exatas do seu negócio.
Para quem vende online, há também dados à escala europeia. O smec Market Observer, da Smarter Ecommerce, acompanha semanalmente campanhas de Google Ads de comércio eletrónico em toda a Europa, num total de centenas de milhões de euros em investimento publicitário. Segundo a atualização de setembro de 2026, o CPC mediano está em:
O mesmo estudo identifica um abrandamento da subida dos preços em 2026. Nas campanhas de Shopping, o aumento face ao ano anterior passou de 13% no último trimestre de 2025 para apenas 1% no terceiro trimestre de 2026.
O calendário também pesa. Os custos sobem no último trimestre, com a Black Friday e o Natal, e descem de forma acentuada em janeiro. Se vende online, deve planear o orçamento a contar com estes picos.

Este é um dos pontos que mais confunde quem começa. O valor que define não é um teto rígido para cada dia, é uma média diária.
Segundo as regras oficiais de orçamento do Google Ads:
Por exemplo, com um orçamento de 20 euros por dia, pode gastar até 40 euros num dia de maior procura, mas o total mensal nunca passa dos 608 euros.
Definir um orçamento "porque sim" é a forma mais rápida de concluir que o Google Ads não funciona. Este é o método que recomendamos, partindo do resultado que precisa.
Comece pelo fim. Quanto vale um novo cliente para o seu negócio e que parte desse valor está disposto a investir para o conquistar?
Exemplo hipotético: se cada novo cliente lhe deixa uma margem de 300 euros, pode decidir que aceita investir até 100 euros em publicidade para o adquirir. Esse é o seu custo por aquisição máximo.
Se a sua página converte 5% dos visitantes em contactos e precisa de 20 contactos por mês, vai precisar de cerca de 400 cliques. Uma boa landing page melhora esta taxa e reduz o número de cliques necessários.
Pesquise as suas palavras-chave no Planeador de Palavras-chave e anote o intervalo de lance no topo da página. Se, por exemplo, o CPC estimado for de 1,50 euros, aqueles 400 cliques representam cerca de 600 euros por mês.
Se o valor não encaixar no seu custo por aquisição, ajuste a estratégia: palavras-chave mais específicas, uma zona geográfica mais restrita ou uma página que converta melhor.
As estratégias de licitação automáticas passam por um período de aprendizagem enquanto recolhem dados. Avaliar uma campanha ao fim de poucos dias leva quase sempre a conclusões erradas.
Planeie um período inicial de teste, analise os resultados com calma e só depois aumente o investimento nas campanhas que provarem retorno.
O valor dos cliques não é o único custo a considerar. Antes de fechar o orçamento, tenha em conta:
Pagar menos por clique raramente passa por licitar menos. Passa por tornar a campanha mais relevante:
Vale, quando o investimento é planeado a partir do resultado e não do orçamento disponível. Antes de começar, garanta que tem:
Com estes elementos, cada euro investido passa a ter um retorno mensurável. Esse é o ponto em que o Google Ads deixa de ser um custo e passa a ser um canal de aquisição de clientes previsível, integrado na sua estratégia de tráfego pago.
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